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TOC - transtorno obssessivo compulsivo
Transtorno obssessivo compulsivo (na literatura em inglês Obsessive-Compulsive Disorder – "OCD")é uma doença em que o indivíduo passa a ser controlado por pensamentos obssessivos , que se transformam em atitudes repetitivas , podendo ser inclusive de cunho sexual , causa grande sofrimento aos seus portadores , uma vez que eles realmente não conseguem controlar suas manias . Transtorno Obsessivo-Compulsivo é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais freqüente na população.[1] De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano 2020 o Transtorno Obsessivo-Compulsivo estará entre as dez causas mais importantes de comprometimento por doença.[2] Além da interferência nas atividades, os Sintomas Obsessivo- Compulsivos (SOC) causam incômodo e angústia aos pacientes e seus familiares.Obsessões são pensamentos ou idéias (p. ex. dúvidas), impulsos, imagens, cenas, que invadem a consciência de forma repetitiva, persistente e estereotipada seguidos ou não de rituais destinados a neutralizá-los, o que leva a pessoa que tem Toc a ter dificuldades em concluir algumas tarefas básicas como a limpeza de um móvel ou o banho por exemplo . São exemplos de compulsões : pensamentos sexuais inadequados ( ex.incesto, exibir as genitálias, sexo com qualquer pessoa, etc.), mania de limpeza , pensamentos violentos , lavar as mãos várias vezes, etc).A obssessão leva a comportamentos que tendem a diminuir a angústia do portador de toc (ex.rezar, pedir perdão , usar frases de efeito .etc.). Na verdade a vida social desse paciente torna-se prejudicada pois o círculo de pessoas ao qual ele pretence normalmente não compreende o que acontece com o portador de toc, o que normalmente o leva a um quadro de depressão.Apelidos como : doidinho , maluquinho , ou outros nomes causam uma ferida interior profunda, que podem levar o indivíduo à tentativa de suicídio.é o quarto transtorno mental mais freqüente no mundo. Atinge de 2 a 3% da população mundial, isto significa 50 milhões de portadores. No Brasil, aproximadamente sete milhões de pessoas já desenvolveram o transtorno.Na realidade a quantidade de pessoas portadoras dessa desordem pode ser maior que o estimado nas pesquisas , pois algumas pessoas podem esconder a doença por um determinado tempo.
Quais as causas ?
As repostas a esse questionamento ainda permanecem incertas , pesquisas científicas que indicam a presença de sofrimento fetal no parto pode ser um dos fatores desencadeantes do Toc , assim como diminuiçao da liberaçao de cortisol e prolactina Tem-se observado também através da Ressonância Magnética, um menor volume do núcleo caudato nos pacientes com TOC em comparação com pessoas normais.
As repostas a esse questionamento ainda permanecem incertas , pesquisas científicas que indicam a presença de sofrimento fetal no parto pode ser um dos fatores desencadeantes do Toc , assim como diminuiçao da liberaçao de cortisol e prolactina Tem-se observado também através da Ressonância Magnética, um menor volume do núcleo caudato nos pacientes com TOC em comparação com pessoas normais.O PET, um exame de imagem funcional do cérebro, tem mostrado que o metabolismo de glicose está aumentado no córtex órbito-frontal e no giro cíngulo, caracterizando assim uma hiperatividade dessa área nos portadores de TOC. Essa hiperatividade tende a diminuir durante o tratamento, tanto através do tratamento por terapia comportamental como por o uso de medicamentos. Também parece haver uma redução no metabolismo da glicose na região olebtofrontal bilateral (hipofunção).
Progressivamente outras alterações neurobiológicas têm sido associadas ao TOC, como por exemplo, o aumento do fluxo sangüíneo cerebral no córtex orbitofrontal, neostriatum, globo pálido e tálamo, bem como no hipocampo e córtex posterior do giro cíngulo, todos detectados com PET e SPECT cerebrais.
entre outros fatores.
Por que é comum ao portador de TOC ter a sensação que nada é real?
trata-se da Despersonalização / Desrealização
A desrealização é a alteração da sensação a respeito de si próprio, enquanto a despersonalização é a alteração da sensação de realidade do mundo exterior sendo preservada a sensação a respeito de si mesmo. Contudo ambas podem acontecer simultaneamente. A classificação norte-americana não distingue mais a desrealização da despersonalização, encarando-as como o mesmo problema.
Contrariamente ao que o nome pode sugerir, a despersonalização não trata de um distúrbio de perda da personalidade: este problema inclusive não tem nenhuma relação com qualquer aspecto da personalidade normal ou patológica.
O aspecto central da despersonalização é a sensação de estar desligado do mundo como se, na verdade, estivesse sonhando. O indivíduo que experimenta a despersonalização tem a impressão de estar num mundo fictício, irreal mas a convicção da realidade não se altera. A desrealização é uma sensação e não uma alteração do pensamento como acontece nas psicoses onde o indivíduo não diferencia realidade da "fantasia". Na despersonalização o indivíduo tem preservado o senso de realidade apesar de ter uma sensação de que o que está vendo não é real. É comum a sensação de ser o observador de si próprio e até sentir o "movimento" de saída de dentro do próprio corpo de onde se observa a si mesmo de um lugar de fora do próprio corpo.
A ocorrência eventual das sensações de despersonalização ou desrealização é comum. Algumas estatísticas falam que aproximadamente 70% da população em geral já experimentou alguma vez esses sintomas, não podendo se constituir num transtorno enquanto ocorrência esporádica. Porém se acontece continuamente ou com freqüência proporcionando significativo sofrimento, passa a ser considerado um transtorno. A severidade pode chegar a um nível de intensidade tal que o paciente deseja morrer a continuar vivendo.
O diagnóstico desse transtorno dissociativo só pode ser feito se outros transtornos foram descartados como as síndromes psicóticas, estados de depressão ou ansiedade, especialmente o pânico. Nessas situações as despersonalizações e desrealizações são comuns constituindo-se num sintoma e não num transtorno à parte.
COMO IDENTIFICAR UM PORTADOR DE TOC??
Você pode identificar um portador de toc quando essa pessoa:
Verifica de forma repetida e exagerada as coisas ( fechaduras , trancas de janelas , se as portas do carro estão fechadas , etc.)
Passa horas e horas lavando as mãos , toma banhos demorados e tem excessiva mania de limpeza
Tem pensamentos claramente compulsivos sejam de cunho religioso , sexual ou outros , que incomodam e geram intenso sofrimento. Interferindo também nas relações sociais da pessoa,
Preocupa-se muito com ordem, simetria ou alinhamento das coisas.
Guarda ou tem muita dificuldade de descartar certos objetos como jornais velhos, revistas, roupas e sapatos usados, embalagens que não irá utilizar.
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo tem tratamento?
Sim, felizmente o TOC tem tratamento. Mais de 70% dos pacientes podem conseguir uma melhora acentuada em seus sintomas e até eliminá-los por completo. Existem duas abordagens:
1) Com a utilização de medicamentos anti-obsessivos (clomipramina, fluoxetina, paroxetina, sertralina, citalopram, escitalopram e fluvoxamina) indicados principalmente quando o paciente tem sintomas graves, especialmente depressão ou outros problemas psiquiátricos associados, ou quando, por algum motivo, não existe a possibilidade de realizar terapia;
2) Através da terapia comportamental e/ou terapia cognitivo-comportamental (TCC). A terapia geralmente é de curta duração (3 meses em média) e é indicada especialmente quando os sintomas são leves ou moderados. Como a terapia envolve exercícios de exposição e de abstenção da realização de rituais o paciente deve se dispor a realizá-los e não devem existir outros problemas psiquiátricos associados que interfiram na terapia. A TCC é útil mesmo em quadros graves, devendo nesses casos ser associada aos medicamentos. Como regra, no tratamento do TOC, recomenda-se associar a TCC aos medicamentos.
Importante
A pessoa com TOC deve ser tratada de maneira única e individual, variando conforme a gravidade e as características apresentadas. Policiamento pessoal, acompanhamento médico e tratamento medicamentoso são alguns dos procedimentos que devem ser seguidos para buscar a amenização desse problema.
Onde buscar ajuda:
ASTOC - Associação de Portadores de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo-Compulsivo.
