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terça-feira, 1 de junho de 2010

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TOC - transtorno obssessivo compulsivo 

Transtorno obssessivo compulsivo (na literatura em inglês Obsessive-Compulsive Disorder – "OCD")é uma  doença  em que o indivíduo passa a ser controlado por pensamentos obssessivos , que se transformam em atitudes repetitivas , podendo ser inclusive de cunho sexual , causa grande sofrimento aos seus portadores , uma vez que eles realmente não conseguem controlar suas manias . Transtorno Obsessivo-Compulsivo é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais freqüente na população.[1] De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano 2020 o Transtorno Obsessivo-Compulsivo estará entre as dez causas mais importantes de comprometimento por doença.[2] Além da interferência nas atividades, os Sintomas Obsessivo- Compulsivos (SOC) causam incômodo e angústia aos pacientes e seus familiares.Obsessões são pensamentos ou idéias (p. ex. dúvidas), impulsos, imagens, cenas, que invadem a consciência de forma repetitiva, persistente e estereotipada seguidos ou não de rituais destinados a neutralizá-los, o que leva a pessoa que tem Toc a ter dificuldades em concluir algumas tarefas básicas como  a limpeza de um móvel ou o banho  por exemplo . São exemplos de compulsões : pensamentos sexuais inadequados ( ex.incesto, exibir as genitálias, sexo com qualquer pessoa, etc.), mania de limpeza , pensamentos violentos , lavar as mãos várias vezes, etc).A obssessão leva a comportamentos que tendem a diminuir a angústia do portador de toc (ex.rezar, pedir perdão , usar frases de efeito .etc.). Na verdade a vida social desse paciente torna-se prejudicada pois o círculo de pessoas ao qual ele pretence normalmente não compreende o que acontece com o portador de toc, o que normalmente o leva a um quadro de depressão.Apelidos  como : doidinho , maluquinho , ou outros nomes  causam uma ferida interior profunda, que podem levar o indivíduo à tentativa de suicídio.é o quarto transtorno mental mais freqüente no mundo. Atinge de 2 a 3% da população mundial, isto significa 50 milhões de portadores. No Brasil, aproximadamente sete milhões de pessoas já desenvolveram o transtorno.Na realidade a quantidade de pessoas portadoras dessa desordem  pode ser maior que o estimado nas pesquisas , pois algumas pessoas podem esconder a doença por um determinado tempo.

Quais as causas ?   As repostas a esse questionamento ainda permanecem incertas , pesquisas científicas que indicam a presença de sofrimento fetal no parto pode ser um dos fatores desencadeantes do Toc , assim como diminuiçao da liberaçao de cortisol e prolactina Tem-se observado também através da Ressonância Magnética, um menor volume do núcleo caudato nos pacientes com TOC em comparação com pessoas normais.
O PET, um exame de imagem funcional do cérebro, tem mostrado que o metabolismo de glicose está aumentado no córtex órbito-frontal e no giro cíngulo, caracterizando assim uma hiperatividade dessa área nos portadores de TOC. Essa hiperatividade tende a diminuir durante o tratamento, tanto através do tratamento por terapia comportamental como por o uso de medicamentos. Também parece haver uma redução no metabolismo da glicose na região olebtofrontal bilateral (hipofunção).
Progressivamente outras alterações neurobiológicas têm sido associadas ao TOC, como por exemplo, o aumento do fluxo sangüíneo cerebral no córtex orbitofrontal, neostriatum, globo pálido e tálamo, bem como no hipocampo e córtex posterior do giro cíngulo, todos detectados com PET e SPECT cerebrais.
entre outros fatores.


Por que é comum ao portador de TOC ter a sensação que nada é real?

trata-se da Despersonalização / Desrealização
A desrealização é a alteração da sensação a respeito de si próprio, enquanto a despersonalização é a alteração da sensação de realidade do mundo exterior sendo preservada a sensação a respeito de si mesmo. Contudo ambas podem acontecer simultaneamente. A classificação norte-americana não distingue mais a desrealização da despersonalização, encarando-as como o mesmo problema.
Contrariamente ao que o nome pode sugerir, a despersonalização não trata de um distúrbio de perda da personalidade: este problema inclusive não tem nenhuma relação com qualquer aspecto da personalidade normal ou patológica.
O aspecto central da despersonalização é a sensação de estar desligado do mundo como se, na verdade, estivesse sonhando. O indivíduo que experimenta a despersonalização tem a impressão de estar num mundo fictício, irreal mas a convicção da realidade não se altera. A desrealização é uma sensação e não uma alteração do pensamento como acontece nas psicoses onde o indivíduo não diferencia realidade da "fantasia". Na despersonalização o indivíduo tem preservado o senso de realidade apesar de ter uma sensação de que o que está vendo não é real. É comum a sensação de ser o observador de si próprio e até sentir o "movimento" de saída de dentro do próprio corpo de onde se observa a si mesmo de um lugar de fora do próprio corpo.
A ocorrência eventual das sensações de despersonalização ou desrealização é comum. Algumas estatísticas falam que aproximadamente 70% da população em geral já experimentou alguma vez esses sintomas, não podendo se constituir num transtorno enquanto ocorrência esporádica. Porém se acontece continuamente ou com freqüência proporcionando significativo sofrimento, passa a ser considerado um transtorno. A severidade pode chegar a um nível de intensidade tal que o paciente deseja morrer a continuar vivendo.
O diagnóstico desse transtorno dissociativo só pode ser feito se outros transtornos foram descartados como as síndromes psicóticas, estados de depressão ou ansiedade, especialmente o pânico. Nessas situações as despersonalizações e desrealizações são comuns constituindo-se num sintoma e não num transtorno à parte.

COMO IDENTIFICAR UM PORTADOR DE TOC??

Você pode identificar um portador de toc quando essa pessoa:

Verifica de forma repetida e exagerada as coisas ( fechaduras , trancas de janelas , se as portas do carro estão fechadas , etc.)

Passa horas e horas lavando as mãos , toma banhos demorados e tem excessiva mania de limpeza

 Tem pensamentos claramente compulsivos sejam de cunho religioso , sexual ou outros , que incomodam e geram intenso sofrimento. Interferindo também nas relações sociais da pessoa,

 Preocupa-se muito com ordem, simetria ou alinhamento das coisas.

 Guarda ou tem muita dificuldade de descartar certos objetos como jornais velhos, revistas, roupas e sapatos usados, embalagens que não irá utilizar.

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo tem tratamento?

Sim, felizmente o TOC tem tratamento. Mais de 70% dos pacientes podem conseguir uma melhora acentuada em seus sintomas e até eliminá-los por completo. Existem duas abordagens:
1) Com a utilização de medicamentos anti-obsessivos (clomipramina, fluoxetina, paroxetina, sertralina, citalopram, escitalopram e fluvoxamina) indicados principalmente quando o paciente tem sintomas graves, especialmente depressão ou outros problemas psiquiátricos associados, ou quando, por algum motivo, não existe a possibilidade de realizar terapia;
2) Através da terapia comportamental e/ou terapia cognitivo-comportamental (TCC). A terapia geralmente é de curta duração (3 meses em média) e é indicada especialmente quando os sintomas são leves ou moderados. Como a terapia envolve exercícios de exposição e de abstenção da realização de rituais o paciente deve se dispor a  realizá-los e  não  devem  existir outros problemas psiquiátricos associados que interfiram na terapia. A TCC é útil mesmo em quadros graves, devendo nesses casos ser associada aos medicamentos. Como regra, no tratamento do TOC, recomenda-se associar a TCC aos medicamentos.

 

 

Importante

A pessoa com TOC deve ser tratada de maneira única e individual, variando conforme a gravidade e as características apresentadas. Policiamento pessoal, acompanhamento médico e tratamento medicamentoso são alguns dos procedimentos que devem ser seguidos para buscar a amenização desse problema.

Onde buscar ajuda:

ASTOC - Associação de Portadores de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo-Compulsivo.